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// opinião dos leitores

leia também: opiniões de fãs - via Orkut

// moa... versão 4.0

"Querido Moa, embora não tenha mais perfil no Orkut e pouco acesso a Internet, não tive como não saber das novas fotos do teu perfil. Na verdade, só não saberia se estivesse em outro planeta (risos). Tuas fotos de gorro, suéter azul e nada mais são o assunto da semana. Recebi vários e-mails elogiando-as de tal maneira que não resisti e pedi para vê-las. E fiz muitíssimo bem em pedi-las (risos)! Valem cada elogio e muitos outros. Cada dia que passa e a cada novo romance escrito, estás mais sexy e ciente da tua sexualidade. Parabéns! Acho teu queixo forte e tua nuca raspada de uma eroticidade animal. És um delicioso paradoxo: uma sexualidade selvagem protegendo uma alma sensível e talentosa. Não tenhas dúvida, Moa, muito em breve, terás o merecido reconhecimento literário e... sexual (risos). Abração!"

Marco Grecco | Presidente Prudente (SP)

» comentário: Estou numa fase muito bacana da minha vida, Marco. Isso se reflete em meus textos e em minhas imagens. Tenho consciência do poder de sedução que meu olhar e talvez partes do meu corpo invoquem nos leitores e isso me faz bem. Quebrar a minha própria timidez e me "entregar" nessas imagens amadorísticas é um exercício de libertação e ao mesmo tempo de autoconhecimento. Ainda estou à caça do reconhecimento comercial/editorial da minha arte escrita (pois no que se refere ao público consumidor/fãs/admiradores... disso estou muito bem servido!), e sinto que a hora está chegando. Estou preparado. Sei que vou alcançar o meu lugar no tempo e no espaço da boa cultura.

"Moa, tenho opiniões contraditórias em relação a este assunto. Sou arquiteto, e vejo ao girar a cadeira, a hipocrisia dos mais variados graus. Onde há humanidade, há hipocrisia. Na Igreja (como construção humana) não seria diferente. E por que dar mais importância ao que pensa o Vaticano do que o que pensa o meu chefe, sentado lá na frente, lidando com as hipocrisias alheias além das suas próprias? Por que dar importância a uma estrela-anã como a Igreja Católica? Não sou católico, não dou a mínima para o que eles pensam, e só me afetaria se fosse católico. Mas aí o problema seria meu. Não seria eu o errado, mas a religião que escolhi. De qualquer modo, a celeuma em torno de ser gay e ser padre, não é muito diferente daquela entre ser engenheiro e ser gay, ou político e gay. Dá tudo na mesma! A não ser que o ambiente católico e seus dogmas tenham um peso maior nas nossas vidas a ponto de nos torturamos por seguir seus preceitos (e não nossos instintos) ou o inverso. O que o Papa diz sobre homossexualismo, atinge a mim, da mesma forma que atingiria um crente qualquer num ônibus, falando de como o mundo está perdido por causa dos sodomitas. Tanto uma opinião quanto outra não me provocam sequer raiva. Sempre estive longe da órbita de seus dogmas. O homossexualismo está presente por igual na sociedade. Assistimos a um horroroso filme como Bent, mas nos esquecemos que uma grande parte da cúpula nazista era homosexual. É, amigo, a hipocrisia reside em nós mesmos também. E a única coisa que realmente liberta é a verdade, a compreensão e a tolerância. O resto é mesmo futrica."

Paulo Figueira | Niterói (RJ)

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"Por isso me tornei budista, pelo menos essa religião nos acolhe e acolhe a todos, indiscriminadamente. E ordenam monges homossexuais sem nenhum obstáculo. Sabe que no Zen quando se ordena um monge, existe um acessório de cor preta que a própria pessoa costura e o abade o coloca sobre o manto dessa pessoa. Se ela viver com um companheiro (a) e este (a) também seguir aos ensinamentos e prática, ela receberá o mesmo acessório na cor verde. Obrigado pelo artigo."

Manoel Francisco | São Paulo (SP)

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"Excelente Moa. Na verdade quando se fala de cristianismo eu sou bastante por fora, porque sou criado no paganismo e isso me fez ter uma visão bem esclarecedora dos fatos guiados pela igreja. Acho um absurdo uma religiao que discrimina e aponta com julgamentos rompendo com a propria doutrina que nao aceita em seu testamento. Enfim, cada Deus com seus filhos."

Luiz Glastony | São Paulo (SP)

» comentário: Minha intenção ao escrever o artigo Vaticano, um país hipócrita foi justamente "provocar" no leitor um instante de reflexão em quão ridículo nós mesmos nos portamos sobre a hipocrisia que ronda, neste caso específico, o meio religioso. O que tentei deixar explícito é que muitos gays dão tanta importância ao que a Igreja pensa, faz, age, que acabam se anulando ainda mais, se sentindo "culpados" por ser diferentes, entre outras nóias. Também deixei explícito que somente a verdade, a tolerância e a compreensão (faço uso das palavras do leitor Paulo) são a verdadeira chave para a libertação total, em qualquer situação vivida em nossas existências.

"Moa, obrigado por ter me enviado seu artigo Bicha Burra nasce Homem? Não... acorda morta! Gostei demais de suas palavras. Tantas e tantos acabam se entregando a uma aventura estúpida que acaba, na maioria das vezes, em morte. Como você diz: 'É necessário diálogo'. E, através de um diálogo honesto, percebemos o que a pessoa quer na verdade. Você é muito bonito mesmo e seus pêlos são encantadores (risos), mas isso não quer dizer nada, você tem razão. Afinal, o que adianta se apaixonar por uma imagem sem antes conhecer o conteúdo que a mesma pode lhe proporcionar? Pois é amigão, a vida é muito boa, mas para que saibamos vivê-la bem, devemos prestar mais atenção no que nos rodeia. Você é demais. Obrigado por nos presentear com seus artigos e livros."

Luciano Belém Santos | Itabuna (BA)

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"Olá Moa! Como sempre seus artigos são sensatos, tratando a realidade dos fatos relatados de uma forma clara e consequentemente 'alertiva'. Há milhões de Andrety e Paulety espalhados por aí, em todas as classes sociais. Enfim, espero que continue sempre alertando essas pobres bichas burras sobre o perigo que correm e não somente isso, mas que esse 'povo' aprenda a ter outros hábitos e crescer culturalmente. Ser feliz não é assim da forma que a Andrety e Paulety retratam. Ser feliz é algo além disso tudo. O amor e a felicidade nascem de um conjunto de medidas, as quais devemos encontrar um no outro, com equilíbrio e harmonia. Enfim, essa felicidade que elas procuram simplesmente não existe. Eu mesmo já tive várias Andretys e Pauletys bloqueadas em meu PC (risos). Parabéns pelo seu trabalho. E assim que eu puder estarei colaborando em forma de doação para que ocorra de fato o lançamento de um de seus livros impressos, os quais, claro, eu adoro."

Fernandes Forte | Fortaleza (CE)

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"Até quando nos esconderemos atrás das nossas 'ingenuidades' e nos entregaremos aos homens errados? Me pergunto isso todos os dias. Estas suas palavras de revolta são vistas diariamente, basta ter um perfil nestes sites de relacionamento, como Manhunt, Disponivel, etc. Os homens ou bichinhas que se cadastram em sua maioria, sem menção de generalizar, mas ja contabilizando mesmo, só querem sexo fácil, irresponsabilidade e banalidade de uma imagem que aos poucos tente ser desconstruida para algo melhor. Ontem mesmo aceitei alguém que conseguiu meu MSN e a primeira pergunta foi o tamanho do cacete. POw, tem gente que não tem a menor noção mesmo. Bom relato. Abração Moa!"

Luiz Glastony | São Paulo (SP)

» comentário: Pois é, amigos, esse foi mais um grito histérico do urso doido paras as milhares de bichas-antas que existem por ai. Minha "revolta" foi sincera, pois acho simplesmente absurdo certas atitudes dos desesperados por um pau alheio. Sexo sem compromisso é muito bom. Se rolar amor então... nem se fala. Mas vou insistir eternamente que o alicerce de tudo é baseado no DIÁLOGO FRANCO E DIRETO e desafio qualquer um a me provar que um relacionamento sério possa evoluir de outra maneira.

"Ri muito com seus textos da coletânea Mensagens para gays e simpatizantes. Achei ótimo a sua forma de tratar assuntos comportamentais a respeito dos gays nos seus devidos lugares sensatos e humoristicamente corretos (risos). Abraços e continue escrevendo."

Artur Lisboa | Belo Horizonte (MG)

» comentário: Agradeço os comentários elogiosos, Artur. Ser sarcástico, direto e objetivo ao tratar de assuntos tão importantes do nosso meio, mas sem nunca perder o bom humor, tem sido minha arma para despertar a consciência daqueles que insistem em permanecer no limbo de uma vida "gay" marginalizada e infeliz. Todos os artigos retratados nesta coletânea foram experiências reais pelas quais passei ou de casos que acompanhei de perto ao longo de vinte e poucos anos. São as minhas verdades. São palavras de alento e de alerta para que cada um possa realmente viver em toda sua plenitude o que se escolheu ser na intimidade.

"Moa, excelente o teu artigo No escurinho do cinema. Espero que todos, independente de sexualidade, entendam que o HIV não está escondido nas telas de cinema, mas na vida de cada um de nós."

Luiz Glastony | São Paulo (SP)

» comentário: Luiz, faço das tuas palavras a minha mensagem de alerta. Afinal, foi exatamente essa a intenção ao escrever o artigo. Não sou contra nenhum tipo de manifestação sexual, fetiche, fantasia, desejo íntimo. Só acredito que, mesmo quando somos livres e totalmente desimpedidos para treparamos com quem der na telha, devemos em primeiro lugar ter respeito por nós mesmos e também pelo nosso parceiro de momento. Sexo é bom... mas viver é melhor ainda!

"Li seu artigo sobre Um amor de banheirão e achei fantástico. Você sabe o que está escrevendo. Concordo em tudo com o que escreveu. Aliás, se eu fosse escrever sobre a minha fase banheirão não conseguiria expressar tão bem. É incrível como as pessoas querem se iludir e tentar encontrar um amor em lugares assim. Também acho que não existe e se fui a um lugar desses foi para encontrar sexo, como você disse, de quantidade e não de qualidade. Bem... é isso. Parabéns pelo texto."

Roberson Casarin | Campo Grande (MS)

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"Gostei do artigo Um amor de Banheirão. Realista, sincero e sempre atual. Quem pode dizer que nunca conheceu alguém num banheiro badalado? Isto inclui também os banheiros de boates. Amor? Tesão de momento? Amor, como sabiamente mostra o artigo, não existiu. Pessoas 'de banheiro' querem apenas diversão. Sim, o tesão existe de ambas as partes. A atração louca que se arrisca no próprio banheiro, num apartamento de hotel e depois... uma despedida sem graça, promessas de 'te ligo depois'. Ainda há muita gente assim, mesmo nos tempos da Maldita. Se houver conscientização de que se pode ter tanta coisa mais promissora que pegação de banheiro, muitos gays ainda podem ser felizes e fazer outros também felizes. Abraços."

Prof. Carlos Francesco | Rio de Janeiro (RJ)

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"Olá, tudo bem contigo? Agradeço-te pelos artigos e contos que fostes enviado por ti. Todos têm sido muito útil no meu dia a dia. Apesar que tenho uma vida corrida em meio a tantos números, sou profissional da área contábil, mas não sou o TECO (risos), sempre reservo um tempo para esse tipo de leitura, a qual adoro e que é gratificante para nós, homossexuais. Porém já vivenciei uma fase dessas em minha vida, afinal quem não passou por ela? (Em relação a vida de Teco). Sua leitura é clara, objetiva e realista. E não foge aos padrões existentes em nossa sociedade, afinal o que você escreve, é a nossa pura e muitas vezes cruel realidade."

Fernandes Forte | Fortaleza (CE)

» comentário: Vocês captaram perfeitamente a essência deste meu artigo. Quis provar pro povo que relacionamentos que começam errado, sob pressão, em circustâncias falsas, de escape, estão fadados a não evoluir; não levam a lugar nenhum. Quando chegamos ao ponto de caçar um homem em lugares tão pesados quanto banheirões, como no artigo citado, é praticamente nula a chance de encontrar um alguém com estrutura emocional nivelada para dar início a um relacionamento saudável. Geralmente estamos tão afoitos, tão cegos, tão desejosos de minutos intensos de prazer, que não estamos preparados para abrir o bom senso e o coração e captar algo sincero e positivo da outra parte. Então, fica aqui mais uma vez o alerta: valorizar-se em primeiro lugar. Ficar bem para atrair boas coisas e boas pessoas, para amizade ou, realmente, para um grande e duradouro amor. Esta é a chave!

"Prezado Moa, querido amigo, admirado novelista. Li com grande prazer tua novela natalina. O texto é bonito, comovente e convincente. Os personagens são bem constituídos e a leitura fluente. Te agradeço o presente que, apesar de triste, paradoxalmente me alegrou e preencheu de esperança natalina. Que 2008 seja rico em trabaho e produção literária e, por que não, em conquistas amorosas que realmente valham a pena."

Fernando Coutinho | Rio de Janeiro (RJ)

» comentário: Meu doce Fernando, muito obrigado pelas tuas lindas palavras de incentivo. O Segundo Travesseiro foi realmente "um parto" (escrito em apenas um dia - 21 de dezembro) e me deu muita alegria desenvolver o enredo dessa história.

Alguns leitores quiseram comparar esse meu trabalho com o romance de grande sucesso "O Terceiro Travesseiro" (que fique claro: o título do meu conto não tem nada de oportunismo e sim de homenagem, já que respeito muito o autor e a história que encantou milhares de leitores e abriu espaço para a "nossa" literatura no mercado brasileiro). Espero, em 2008, "ampliar" o texto, transformando-o num verdadeiro romance (tenho muito mais a explorar em Sven 'Fruta' McBee e Jörn 'Anta Cabeçuda' Tetzner) e, o mais importante, quem sabe eu consiga fazer um curta-metragem baseado neste conto aqui em Ilha Comprida - a minha 'Lovland'? Mais uma vez, caro leitor e amigo... obrigado por iluminar meu finalzinho de Natal.

"Olá Moa! Apenas gostaria de te parabenizar pelo belíssimo trabalho. Tenho lido muitos artigos e livros seus e já posso dizer que virei seu fã! O Brasil precisa de gente como você. Suas opiniões se aproximam bastante das minhas, acho que foi isso que me cativou desde o princípio. Desejo muita paz, saúde e sucesso, e que você continue brilhando cada vez mais com esse seu talento. Você é um cara nota 10, talentosíssimo. Mais uma vez, parabéns pelo trabalho."

Leon Vicente | Rio de Janeiro (RJ)

» comentário: Obrigado pelo incentivo e pelo carinho, Leon. Estou muito feliz com a receptividade dos meus textos e a aceitação do meu trabalho literário junto a jovens leitores como você. 2007 foi um ano muito positivo, onde consegui "emplacar" diversos contos que fizeram a alegria e encantaram uma nova geração de leitores pela Internet. Agora, em 2008, quero dar prosseguimento a novos e excitantes projetos, como o tão sonhado lançamento do meu primeiro livro impresso e também com a transposição de alguns textos para o vídeo, onde minhas palavras ganharão mais vida, na voz e nos gestos de atores promissores. Estou feliz. Tenho certeza de que vou "chegar lá"!

"Perfeito seu artigo sobre 666 - besta quadrada. E, se real, parabenizo sua paciência. Normalmente, nem abro a porta, dispenso os evangelistas pelo interfone. Isso, quando não me despertam. Pratico o zen budhismo e acredita que até pela Internet questionaram minha sexualidade devido à minha fé?!"

Manoel Francisco Moura | São Paulo (SP)

» comentário: Enquanto houver "evangelistas" treinados para impor um ponto de vista, sufocando a opinião alheia e o livre arbítrio de quem quer que seja, lutarei para - ao menos em meus textos - minimizar essa idiotice sem lógica. Dizem que "ataco" sem piedade os evangélicos, o que não é verdade. Ataco, sim, ignorantes e fanáticos seja de qualquer linha religiosa, principalmente aqueles que nos julgam "escória do mundo", como "aberrações da natureza"... muita gente ainda vive na Idade Média. É uma pena.

"Moa, tô amando ler e reler seus contos. Seu trabalho é maravilhoso! Já tinha lido muita coisa sua antes, mas ao estudar com mais apuro os seus textos, principalmente o Diabo veste prata, compreendi mais a tua forma de nos chamar a atenção pra os dilemas e conflitos dessa vida homossexual que escolhemos para nós. Você me fez encontrar a poesia nesse universo tão caricato e pejorativo. Obrigado por me mostrar a verddeira essência homossexual."

Marcos | Caxias (MA)

» comentário: O Diabo veste prata revela os bastidores de algo que é extremamente comum no meio neoprotestante: acusar de "diabólico" aquele que não se encaixa no seio da verdade hipócrita defendida por esses seres. Basta você não ser "normal" para que uma infinidade de impropérios (ditos, obviamente, sempre em "nome de deus") e difamações são despejadas contra a sua pessoa, humilhando e prejudicando, muitas vezes de maneira irreversível, a nossa auto-estima e o nosso lado psicológico. E o mais revoltante, além desse tipo de comportamento hediondo, é que muitos "pastores" e "bispos" são gays enrustidos que abusam deliberadamente de gays submissos e indefesos, usando seus corpos, sugando suas almas perdidas. São "religiosos" hipócritas e doentes que impõem sua posição "santa" para abusar daqueles que se encontram fracos e desorientados (e não somente no lado sexual).

"Entrei quase sem querer no enredo do livro Meubranco. Me vi reportado no meu dia-a-dia de professor que tem a educação de seu pupilos como principal objetivo. Professor é o pai, o amigo, o exemplo. Sua vida pessoal se esconde no mistério dos lares. Professor deve resguardar-se de comentários maldosos. Vivemos isso, somos assim, metódicos, educados. Basta tocar o sinal da saída e tudo toma um especial colorido. Despimos o mestre e viramos o que nos dá prazer. Moa, você captou a essência do professor que vive esta vida dupla e que quer apenas ser feliz. A completa dominação de seu amado é o reflexo do condicionamento do professor que tem as rédeas da classe e pensa ter de sua própria vida. Tudo tem uma conotação forte no teu livro e confesso que ainda tenho sentimentos contraditórios sobre o sexo dos amantes. Me deixei levar. Mérito teu, meu conhecedor da alma humana. Você não nos faz sofrer e sim descortina um novo modo de ver as coisas. Eu tinha certeza de que teria algo diferente e surpreendente neste novo trabalho. Quanto ao dueto branco-negro foi superado pelo amor e pela explosão íntegra do sexo. Não há o que dizer. Parabéns!"

Prof. Carlos Francesco | Rio de Janeiro (RJ)

» comentário: Professor, tua mensagem captou o âmago da minha criação. Tentei expor em poucas palavras, através deste conto, não somente o lado sexual dos personagens, mas principalmente a verdade de Thomaz, um professor exemplar que sabe separar plenamente suas atividades profissionais e seu respeito pelos alunos de sua vida privada e de sua maneira de se relacionar com Meubranco. Para Thomaz, o fato dele "sustentar" o seu amado, tomando as rédeas do "marido ideal", deixando que Meubranco tome conta da casa e dos afazeres domésticos é algo tão comum na vida de tantos casais gays! Os protagonistas encaram isso com tremenda naturalidade. Meubranco gosta de ser uma "amélia"; gosta de satisfazer plenamente o seu "negro". Thomaz simplesmente encontrou em Meubranco o parceiro ideal, onde todas as afinidades são compatíveis, harmônicas e equilibradas. Enfim, eles têm o jeito deles de ser feliz. Na cama e fora dela. E isso é o que importa.

"Quando me disseram que havia um site de contos gays de qualidade e que, ainda por cima, se auto-intitulava o 'melhor do Brasil', achei muita pretensão por parte do autor. E de repente, achei uma matéria sobre o ´moasterio´ no MixBrasil. Comparar os seus contos a 'Sabrina' achei um pouco demais (risos). Mas a crítica acertou em cheio dizendo que teus contos têm qualidade e são muito bem escritos. É uma pena que eles aparentemente não leram '30 dias' ou avaliaram teus fantásticos artigos! De volta ao teu site, esquadrinhei cada página, cada artigo, cada conto. Fiquei louco ao ler Meubranco. Você praticamente contou a história da minha vida! Sua segurança em expor esse tipo de relacionamento inter-racial e a maneira como você destrincha a relação sexual dos personagens é algo de uma ousadia, uma mente privilegiada! Eu nunca li nada tão bem feito em nossa 'literatura gay nacional'. Daqui vai o meu parabéns com muito entusiasmo. Espero que você consiga o apoio necessário para expor os teus contos não somente em 'bancas de jornal', mas em todas as livrarias do universo! Você tem qualidade suficiente para ser um grande sucesso. Cadê as editoras que não te dão uma chance?"

Raul Delvecchio | Americana (SP)

» comentário: Raul, sobre a crítica do MixBrasil, concordo com o editor ao afirmar que alguns contos têm o clichê do "em busca do príncipe encantado". Tenho absoluta certeza que o que diferencia os meus contos dos milhares de textos que são publicados em sites gays é justamente a qualidade das histórias e a "ousadia" em expor alguns temas ainda hoje considerados tabus dentro do nosso próprio meio. Acredito que meus contos têm real qualidade para serem "consumidos" por qualquer tipo de leitor, tanto aquele que curte histórias eróticas picantes, quanto o que busca histórias de amor consumado, entre homens. Tenho orgulho de contos como "Meubranco". Exponho aquilo que realmente acontece no relacionamento de muitos casais, gays ou não. É uma realidade que deve ser divulgada, discutida, avaliada. Sobre as editoras, como todo autor iniciante, tenho me esforçado em mostrar o meu trabalho às empresas do ramo editorial. Muitas têm em seus arquivos meu material para ser avaliado. Sou mais um entre inúmeros autores de sucesso em potencial. Aguardo a minha oportunidade com serenidade, pois sei que meu "produto" é bom, tem qualidade e está maduro o suficiente para "ganhar o mundo", seja na mídia impressa, ou no teatro, em filmes ou até na televisão. Faço a minha parte. Sei que produzo algo muito bem feito. Tenho milhares de leitores fiéis e sou muito grato a todo o apoio que recebo diariamente, através de e-mails e mensagens em meu orkut. Tento evoluir a cada conto, a cada artigo postado aqui em meu site. Tento me preparar para algo grandioso, pois, acredite, eu sei o meu valor... em todos os sentidos.

"O conto Pietro - transando com Jesus tem referências bem realísticas. A descrição dos fatos ocorridos nessa história são bem relatadas com pitadas de erotismo sem apelação, que nos levam ao local da Santa Ceia Carnal. Parabéns Moa!"

João Carlos | Rio de Janeiro (RJ)

» comentário: Muitos leitores acham que sou agressivo quando exponho em meus artigos tópicos referentes à religiosidade. Na verdade, o que busco com minhas "provocações" como no conto acima ou em contos como Colossus, Gálata, Padre Pop e Irmão Boreen é justamente chamar a atenção daquilo que está diante de nossos olhos e poucos têm a coragem de revelar "na lata"! Eu não suporto guardar para mim o fato de homens que deveriam honrar e respeitar suas ideologias religiosas - principalmente àqueles que se julgam "escolhidos por deus" -, que vociferam aos quatro cantos que são puros, mas escondem suas fraquezas entre quatro paredes sujas de um motel barato, pagando os serviços de jovens de corpos perfeitos que conseguem satisfazê-los em todas as suas fantasias. Eu não aceito que padres, monges, pais-de-santo e outros tantos levem para a cama adolescentes ingênuos, mulheres indefesas, alunos medíocres loucos para "ganhar nota" fácil, e outras barbaridades que todo mundo sabe, todo mundo vê, todo mundo acoberta e ninguém toma providências. Eu não admito hipocrisia. Sendo assim, o que eu puder revelar e expor, através dos meus artigos e contos, eu o farei. Tudo o que escrevo em meus artigos, vivi plenamente ou acompanhei muito perto caso a caso; pesquisando, investigando, indo a fundo para sempre mostrar ao meu leitor a realidade dos fatos.

"Parabéns pelo artigo Temporada de caça ao bambi e também pelo seu site maravilhoso. Precisamos de mais sites e blogs e muitas outras coisas voltadas para o público gay que não tenham como página principal um homem nu. Na minha opinião, penso que somos presas fáceis por causa da carência, mas também muitas vezes por causa da procura do sexo e da cabeça perfeita (não a de cima, mas a sim a de baixo) e por isso viramos presa fácil de nós mesmos de uma carência que nós criamos. Mais uma vez parabéns pelo artigo, que deveria ter uma cópia colada em cada bar, boate sauna, cinemas ou em destaque em todos os sites gays."

Renato Ribeiro | São Paulo (SP)

» comentário: Escrevi este artigo simplesmente porque cansei de acompanhar casos de gays que são atacados, feridos, estuprados e até mortos por uma simples questão de "fogo no rabo". Parece uma afirmativa pejorativa, mas não é. Pois quantas vezes você ou eu nos entregamos a homens estranhos por causa da nossa eterna carência ou busca pelo pinto encantado? Nos metemos em cada enrascada por causa da ilusão de uma trepada perfeita e em 200% das vezes, é culpa nossa as merd... que deixamos acontecer nos momentos de risco. Daí, quando a lindinha é atacada - na maioria esmagadora das vezes -, após ter aberto sua vida inteira e ostentado todos os seus bens em sites de relacionamento, tenta buscar apoio em grupos de defesa das minorias, que logo tratam de se armar, dizendo que as autoridades têm que tomar partido de nós (!!), que o mundo é homofóbico e o escambau! Enquanto não dermos o primeiro passo íntimo e sincero para mudar o nosso comportamento de risco, muito sangue, desilusão e tristeza ainda vão rolar nas quebradas da vida.

"Em Meu filho, meu amante, você destrói o preconceito com uma melancólica história de amor. Um amor duplo, tanto de para para filho, quanto de um homem que decide amar outro homem... nesse caso, com laços profundos de sangue. Um texto polêmico, com certeza, mas que nos faz refletir sobre todas as variantes do Amor."

Maurício Velloso | São Roque (SP)

» comentário: Uma característica marcante em todos os meus textos é a quebra da hipocrisia em nosso meio. Casos como o do pai que transa com o filho e vice-versa são comuns, existem, são uma realidade. Em muitas relações desse tipo, mesmo sendo incompreensíveis para a grande maioria das pessoas, há realmente amor, carinho e compreensão, onde o sexo é verdadeiro complemento do relacionamento. Mas é claro que também há casos escabrosos de estupros e humilhações e pedofilia, etc. Isso caracteriza-se por doenças psicológicas e outros fatores, que devem ser avaliados por uma bancada de profissionais competentes. Neste artigo, especificamente, minha intenção foi conduzir o leitor à reflexão e deixar para que ele decida se esse tipo de relacionamento pode ou não ser aceito, ser possível, ser real.

"Acabei de ler Filemon - meu pai, meu homem e ainda estou com a respiração acelerada. Embora queira, não sei o que dizer. Em geral, os escritores, por mais erotismo que queiram passar, se embrenham por uma vereda de romantismo, por pequena que ela seja. É a isso que chamamos pudor literário. Eu mesmo, que não me considero um romântico, tenho vontade de mostrar ao leitor o cerne de um intercurso sexual, ou seja, uma foda entre dois homens, entre dois machos para ser mais verdadeiro, mas quando percebo já entrei por aquela vereda e, às vezes, até me perco nela. Você não, é absoluto no erotismo, vai no cerne da coisa, não se permitindo esconder qualquer verdade... e se a gente for realmente honesta tem que reconhecer que fodas entre dois machos são assim mesmo com toques de violência, como uma luta de vida ou morte, em que o mais ardente pelo elemento “macho” se põe como vencido, mas ganhando a batalha, dando as ordens; é um vencido nimbado de luz, como nas tragédias gregas. Você falou que seus contos são apenas fruto de sua imaginação, não fazem parte de sua biografia, mas a filosofia da literatura teoriza que todo escritor, como todo artista, passa muito de si no que escreve, principalmente sua libido. Se é assim, posso imaginar no que há de você nessas fantásticas trepadas, nessa maneira vigorosa como seus personagens praticam a felação e se fazem penetrar, tomando as rédeas, a direção da transa. Você é um mestre do erotismo. É de arrepiar! Revela no leitor a ferocidade que ele está sempre tentando esconder, como se isso fosse animalesco e não a revelação maior de sua complexa espiritualidade: os animais simplesmente trepam, rapidinho, a tempo apenas de extrair seu sêmen, guiados por uma força da natureza; todo o resto que o homem faz é manifestação de seu espírito. Amém."

Júlio de Castro Paixão - escritor | Viçosa (MG)

» comentário: É divertido receber mensagens de muitos leitores que me perguntam se tudo o que escrevo é baseado em experiências próprias. É claro que concordo contigo que quando escrevemos depositamos nas histórias muito de nós mesmos, de nossos anseios, de nossas frustrações e desejos mais íntimos. Acredito que todo o erotismo "na lata" que tento transmitir em meus textos tem sim, muito a ver com todo o "fogo" que carrego dentro de mim. Sim, posso afirmar sem falsa modéstia que sou um mestre na arte do sexo bem feito e valorizo o "fazer amor" de uma forma quase divina. Quando a química entre parceiros sexuais é perfeita, então tudo flui de maneira harmoniosa no sexo, independente do ato ser feito de forma carinhosa ou selvagem (adoro ambos). Enfim, sou emotivamente aquilo que escrevo, sem medos, receios, hipocrisias e demais bobiças que atrasam uma boa vivência daquilo que é belo, que é sagrado.

"O conto Uma carta para Hans é excelente, Moa. Escrito com acuidade, bem narrado, sensual e bonito. Pena que você o rotule de conto gay, feito por um escritor gay. Que eu saiba, não há literatura feminina, masculina ou de terceiro gênero. Eu até compreendo a necessidade de afirmação em sociedade tão homofóbica como a nossa, mas já pensou conto macho, hetero, feminino? E escritor idem? Literatura não tem ou não deveria ter sexo – pelo menos como a compreendo –, embora possa tratar da sexualidade de forma tão sensível e corajosa como você o faz. Em essência, ela é boa ou ruim, bem ou mal escrita. E a sua é ótima, embora em raros momentos aproxime-se da perigosa fronteira do pieguismo – natural em temas como este –, mas logo ultrapassa-a de maneira brilhante, recompondo-se harmonicamente com a história, revelando outra qualidade sua: o domínio da técnica da boa escrita. Muito bom conto, mesmo. Parabéns e gostaria de ler outros. Um abraço."

Nivaldo Lemos - escritor | Rio de Janeiro (RJ)

» comentário: Hans foi o primeiro conto que eu escrevi e tenho um carinho enorme por esse texto. Foi um grande desafio misturar ficção com realidade. Uma auto-terapia forçada. Quanto ao fato de eu "rotular" minha literatura, na verdade minha intenção é somente a de diferenciar aquilo que eu escrevo dentro do próprio universo "gay". Muitos leitores, ao conhecerem meu site, acham que vão encontrar aqui textos burlescos, fantasiosos e repletos de pornografia barata como a grande maioria dos "contos" que são publicados em outros sites do gênero. O que tento mostrar para as pessoas - sejam homos ou não - é que "nossa vida" geralmente é tão "normal" como qualquer outra. Sofremos, amamos, temos nossas fantasias, sonhamos e alimentamos a esperança de sermos aceitos e compreendidos perante quem cruze o nosso caminho. Muitos dizem que eu sou uma pessoa "corajosa", por expor de maneira crua e direta aquilo que faz parte do meu ser... que, no Brasil, são poucos os artistas - gays ou não - que produzem mídia ou um produto "gay" de qualidade para atingir todos os segmentos da sociedade... eu procuro ser diferente e dar o melhor de mim naquilo que acredito ser bom. A minha arte de consumo popular aflora através da literatura... e a cada dia que passa só aumenta a minha felicidade e satisfação pessoal ao saber que meus textos proporcionam às pessoas momentos de reflexão, de emoção e de afinidades vibratórias positivas que são capazes de mudar o rumo de uma vida.

"Sipriano, sou heterossexual e é a primeira vez que tenho a oportunidade de ler um conto gay. Seu site foi indicação de um amigo e Romano foi a primeira obra de sua autoria que li. O que posso dizer? Tua sensibilidade, coragem e visão deste universo tão cercado por preconceitos me deixou pasma! Eu nunca imaginei como seria "o início" da vida de quem decide seguir essa profissão. Muito obrigada por compartilhar o seu trabalho. Baixei os outros livros e tenho absoluta certeza de que realmente vou aprender muito sobre o meio gay (sou uma simpatizante!) e, como sugere o slogan do teu site, você é simplesmente... surpreendente!"

Juliana Bressan | Caxias do Sul (RS)

» comentário: Juliana, uma das coisas mais surpreendentes no contato com meus leitores é que uma boa parcela é formada por heterossexuais que curtem e aprendem muito com os temas que exploro em meus artigos e contos. Isso prova que esse tipo de conteúdo, quando feito com honestidade, sensibilidade e respeito, acaba ajudando a derrubar inúmeros mitos, preconceitos, tabus e neuras daqueles que, por puro desconhecimento, muitas vezes não sabem como conviver com uma pessoa "diferente" do seu meio. Obrigado pelo carinho e pelo incentivo. Espero que você possa acompanhar sempre a evolução do meu trabalho. Mantenha contato!

Obs: atendendo ao pedido da leitora, desativei o link para o seu e-mail pessoal

"Olá Moa. Eu admiro muito o seu trabalho como escritor. Seu tipo de literatura é uma alternativa muito mais agradável de leitura do que os contos eróticos que encontramos em outros sites. Infelizmente há uma carência muito grande de histórias inteligentes, equilibradas, e principalmente, românticas. A primeira vez que tive contato com os seus textos foi através do portal GLX e simplesmente me apaixonei pelo seu estilo, onde você soube dosar tudo o que presisa para criar uma história perfeita. Gosto muito de histórias românticas, e as suas acertam em cheio. Outro ponto que eu admiro são os textos polêmicos, que retratam a realidade desse 'mundo', a hipocrisia, e a insensibilidade para com o próximo. Sou um grande fã de seus textos e espero que você tenha muito sucesso na sua carreira de escritor."

Ruan